Pedir vinho no restaurante não tem segredo

Pedir um vinho em um restaurante é algo que ainda assusta algumas pessoas hoje em dia.

Bom para acompanhar todos os pratos e ótimo para brindar com os amigos, o vinho acabou ficando estigmatizado como uma bebida que deve ser degustada em meio a rituais chatos e complicados. Nada mais injusto.

Há, porém, uma ou outra regra que devemos seguir para que a nossa apreciação seja completa e também evitar contratempos. Por exemplo, o ato de experimentar o vinho.

Ao pedir um rótulo, o sommelier (ou o garçom) traz a garrafa e, após abri-la, coloca um pouco da bebida em uma taça. E, às vezes, coloca a rolha em cima da mesa. O que fazer?

"O objetivo é avaliar o vinho, os aromas e os sabores. Não precisa ser experiente para fazer isso", diz Ana Cristina Fulgêncio, sommelière da Wine.

Johnny Mazzilli/Estúdio Folha
O sommelier coloca um pouco da bebida em uma taça para avaliar os aromas e os sabores
O sommelier coloca um pouco da bebida em uma taça para avaliar os aromas e os sabores

"Trata-se de uma oportunidade para a pessoa perceber se tem algum aroma ou sabor estranhos como o de oxidação (deixa um gosto de vinagre na boca) ou o de mofo, por exemplo. Se a pessoa estiver insegura, não tem problema perguntar ao sommelier se ele pode provar e se ele também sentiu algo estranho. Não havendo nenhuma anormalidade, basta falar para o sommelier servir."

Então, ele vai colocar a bebida primeiro na taça das outras pessoas sentadas à mesa e, por último, vai servir a pessoa que fez a degustação.

Caso o sommelier entregue a rolha, é interessante cheirá-la. "Isso porque o aroma transmitido, seja bom ou ruim, pode passar para quem vai consumir o vinho informações sobre em quais condições ele se encontra", ensina Ana Cristina.

Importante frisar que o teste do vinho pode ser feito por homem ou mulher: não há lugar para sexismos.

Uma situação que pode deixar algumas pessoas em dúvida é quando o sommelier oferece um rótulo cujo preço está acima do que se pretende pagar. Nesse caso, diz Ana Cristina, nada de constrangimento. "Não há problema em informar que gostaria de gastar entre X e Y reais em uma garrafa de vinho. Isso é ótimo para o sommelier ser mais assertivo na sugestão", explica.

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