Setor de transporte move a economia e o desenvolvimento do Brasil

Entidade referência do setor, Confederação Nacional do Transporte (CNT) completa 70 anos de atuação dedicados a apoiar os transportadores, formular propostas para melhorar a infraestrutura e ajudar o país a crescer

O transporte é essencial para o desenvolvimento socioeconômico de um país, especialmente os de grandes dimensões, como o Brasil. Uma infraestrutura de transporte moderna, interligada e planejada contribui para a redução dos custos de produção e distribuição, tornando os produtos mais acessíveis, auxilia na expansão da capacidade produtiva das empresas e gera bem-estar e qualidade de vida às pessoas, ao facilitar a locomoção.

Rodovias, ferrovias, aeroportos, portos e hidrovias eficientes aceleram o crescimento econômico e ampliam o acesso a diferentes mercados. Para isso são necessários investimentos constantes em infraestrutura e políticas públicas que priorizem o setor e incentivem o aproveitamento de todo o potencial de cada modalidade de transporte e a descarbonização.

Mas como fazer isso? A atuação da Confederação Nacional do Transporte (CNT) tem sido imprescindível nos segmentos de cargas ou de passageiros, apresentando soluções para os transportadores, para a sociedade e para o governo em relação a questões que envolvem todos os modais — rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário (transporte marítimo de longo curso, cabotagem e navegação interior).

Com 70 anos completados neste mês, a CNT consolidou sua presença como um importante interlocutor entre o setor de transporte e os poderes públicos e tem induzido debates e pautado as discussões em torno de grandes temas nacionais que impactam diretamente o desenvolvimento do país.

A entidade realiza um trabalho de interlocução política, técnica e institucional junto aos três poderes para viabilizar melhoria da infraestrutura e das operações em todos os modais, além de fomentar o aprimoramento das legislações e a criação de novos marcos legais para dinamizar a economia brasileira.

Alguns dos exemplos são os esforços para a conclusão das reformas Trabalhista (que deu mais segurança jurídica para novos investimentos) e da Previdenciária. No caso da Reforma Tributária, aprovada no fim do ano passado, a CNT atuou desde o início das discussões no Congresso em um processo de sensibilização sobre o impacto da proposta no transporte. A maior parte dos avanços garantidos para o setor transportador foi mantida no texto aprovado, como a manutenção do regime diferenciado para evitar a oneração das empresas e dos usuários dos serviços.

CNT EM NÚMEROS

  • 28 federações
  • 5 sindicatos nacionais
  • 22 entidades associadas
  • 165 mil empresas
  • 2,6 milhões de empregos gerados

A CNT também trabalhou para a aprovação da lei que estabelece a exclusividade ao transportador na contratação de seguro de cargas (o que evita múltiplos contratos de risco que elevavam o custo do transporte) e para a manutenção da desoneração da folha de pagamento.

"O setor de transportes é um dos pilares da economia e elemento primordial para o desenvolvimento e a expansão da capacidade produtiva", afirma Vander Costa, presidente da CNT. "E, ao comemorar 70 anos, a CNT reafirma seu compromisso de ajudar o país a crescer de forma sustentável e a criar empregos. Esse desafio só será superado com o aumento da segurança jurídica, a implementação de reformas estruturantes, a redução da burocracia e a modernização da infraestrutura, entre outras ações."

Além disso, a Confederação é reconhecida nacional e internacionalmente por suas publicações, manuais, estudos e pesquisas que apresentam as características e necessidades do transporte brasileiro. Nos últimos 20 anos foram mais de 500 estudos. Esses materiais fornecem informações valiosas sobre logística, infraestrutura, segurança viária, economia, estatística e impacto socioambiental, que ajudam a orientar ações empresariais, políticas públicas e decisões estratégicas.

Estão associadas à CNT 28 federações, 5 sindicatos nacionais e 22 entidades do transporte. São 165 mil empresas, que geram cerca de 2,6 milhões de empregos. A entidade integra o Sistema Transporte, que, na sua composição, também conta com o Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT) e o Instituto de Transporte e Logística (ITL). Essas duas últimas são voltadas ao desenvolvimento da atividade transportadora, por meio da educação, formação de lideranças e promoção da qualidade de vida.

Para Clésio Andrade, presidente da CNT entre 1993 e 2019, a celebração dos 70 anos é uma oportunidade para reafirmar o compromisso com o desenvolvimento dos transportes no país. "Olhando para o futuro, espera-se que a CNT continue a desempenhar um papel central na evolução do transporte, se adaptando às novas demandas, tecnologias e desafios que surgirão, na busca por um sistema mais integrado, moderno e competitivo", afirma Andrade.

O setor de transportes é um dos pilares da economia e elemento primordial para o desenvolvimento e a expansão da capacidade produtiva

Vander Costa

Presidente da CNT

DESAFIOS

O setor de transportes enfrenta grandes desafios. O maior deles é a falta de investimentos em infraestrutura, que prejudica toda a cadeia produtiva. "O transporte é hoje um dos grandes gargalos do país", afirma Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes.

Segundo ele, a infraestrutura brasileira de transportes está aquém do padrão internacional por limitação orçamentária. "Deveríamos investir 4% do PIB ao ano em transportes durante 20 anos, mas esse número não chega a 0,7% do PIB", diz. "A melhora da infraestrutura não pode depender só do setor privado, que deve complementar o público, para ajudar o país a se desenvolver."

Para o especialista, a participação do setor privado tem sido importante para a execução de bons projetos. "A maioria das rodovias do país é concessionada. Temos também ferrovias concedidas e, no caso dos aeroportos, houve um avanço enorme na qualidade com as concessões", diz Quintella. "Ainda precisamos avançar nos portos, hidrovias e ferrovias, que são importantes para o desenvolvimento econômico do país."

As análises da CNT mostram que o transporte e a logística contribuem diretamente para o desenvolvimento regional, para a geração de empregos e renda e para a melhoria das condições de vida dos moradores da cidade e do campo. Mas para que isso aconteça é preciso investimento público em projetos de infraestrutura, especialmente nos de importância social e naqueles que viabilizem uma maior utilização da intermodalidade, além do avanço das privatizações e concessões. Entre 2010 e 2021, a redução dos investimentos públicos em infraestrutura foi de R$ 20 bilhões.

Olhando para o futuro, espera-se que a CNT continue a desempenhar um papel central na evolução do transporte, se adaptando às novas demandas, tecnologias e desafios que surgirão, na busca por um sistema mais integrado, moderno e competitivo

Clésio Andrade

Presidente da CNT entre 1993 e 2019

SUSTENTABILIDADE

A CNT investe também em responsabilidade socioambiental, principalmente com o Despoluir, Programa Ambiental do Transporte, lançado em 2007 para reduzir as emissões de gases poluentes. O programa tem várias linhas de atuação, como a avaliação veicular ambiental, que já realizou, em 16 anos, 4,3 milhões de avaliações em veículos de transportadoras e motoristas autônomos.

O programa incentiva a utilização de tecnologias e energias limpas para reduzir as emissões, auxilia na gestão ambiental das empresas de transporte e premia iniciativas de sustentabilidade.

Aos 70 anos, a CNT mantém sua missão definida em 1954: apoiar a gestão dos negócios e o desenvolvimento da atividade transportadora no Brasil, fundamental para o crescimento sustentável do país.

*Conteúdo patrocinado produzido pelo Estúdio Folha