Hospedar pessoas virou meu principal ganha-pão

Johnny Mazzilli/Estúdio Folha
Mário Offenburguer, 37
Mário Offenburguer, 37

Com mais de 300 hóspedes no currículo, Mário Offenburger, 37, foi o sexto anfitrião do Airbnb em São Paulo. Começou cedo, em 2009, um ano depois de a plataforma ter sido fundada nos EUA. Ele havia se separado, e seu apartamento de quatro quartos esvaziou. "A casa ficou grande só para mim, e pensei em enchê-la de gente", lembra.

Hoje, quase oito anos depois, 70% da sua renda mensal é composta pelo que recebe por meio da plataforma.

Ele faz parte do grupo de novos empreendedores identificado numa recente pesquisa do Sebrae-SP. São pessoas que não esperam a aposentadoria ou o desemprego para pensar em uma nova atividade.

O carioca radicado em São Paulo decidiu, em 2015, sair do emprego fixo que tinha na fundação de uma montadora de automóveis. E trocou o apartamento em que vivia na Liberdade (região central) por uma casa maior, em Pinheiros (zona oeste).

"O Airbnb foi tomando conta da minha vida, e estou transformando minha casa para receber mais pessoas", afirma.

Mário incentiva os estrangeiros a preparar pratos típicos de seus países e organiza cursos, como o de culinária vegetariana, sempre promovendo encontros entre hóspedes e os amigos dele que vivem em São Paulo. "Aqui tem sempre um agito", diz.