Smart Sampa: tecnologia e inteligência artificial reforçam segurança em São Paulo

Sistema de câmeras inteligentes de combate à criminalidade já contribuiu para 2.074 prisões em flagrante e para captura de 868 foragidos da Justiça

A imagem mostra uma central de monitoramento chamada Smart Sampa, localizada na cidade de São Paulo. Várias telas exibem imagens de câmeras de segurança em diferentes áreas da cidade. Funcionários estão sentados em mesas, alguns usando fones de ouvido e falando ao telefone, enquanto observam as telas. O ambiente é moderno e bem iluminado, com um grande painel na parte superior que exibe o nome da central.

Sistema de câmeras inteligentes de combate à criminalidade já contribuiu para 2.059 prisões em flagrante Ciete Silverio/Divulgação

O Smart Sampa, sistema de câmeras inteligentes para o combate à criminalidade criado pela Prefeitura de São Paulo, já contribuiu para a prisão em flagrante de 2.074 criminosos, a captura de 868 foragidos da Justiça (549 apenas neste ano) e a localização de 51 pessoas desaparecidas. O sistema conta com 25 mil câmeras inteligentes espalhadas pela cidade.

Do total de detidos, ao menos 94 eram procurados por autoridades de fora de São Paulo, mostrando como o sistema ajuda a fechar o cerco contra criminosos que tentam escapar da Justiça. Minas Gerais lidera a lista do Smart Sampa com 19 detidos, seguido da Bahia, 11, e do Paraná, 9 (veja quadro).

O programa utiliza inteligência artificial para identificar suspeitos e monitorar áreas estratégicas, integrando-se a órgãos de segurança, como a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

O Smart Sampa tem sua base de operações em uma Central de monitoramento, inaugurada em julho de 2024, no centro histórico da cidade. Lá, cerca de 250 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Defesa Civil monitoram as ocorrências em tempo real, 24 horas por dia.

A imagem mostra uma câmera de segurança instalada em um edifício. A câmera é de formato arredondado e está fixada em uma estrutura que se projeta para fora da parede. Ao fundo, é possível ver a fachada do edifício, que apresenta janelas com molduras e detalhes arquitetônicos em pedra.
Câmera do Smart Sampa na Rua XV de Novembro, em São Paulo - Ciete Silverio/Divulgação

O sistema, que tem como principal objetivo garantir respostas rápidas a crimes e emergências, além de auxiliar na busca por desaparecidos e na captura de foragidos funciona em parceria com órgãos como o SAMU, o Corpo de Bombeiros, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e as polícias Civil e Militar.

A atuação do Smart Sampa foi testada em grande escala durante o Carnaval de 2025, que reuniu 16,5 milhões de foliões nas ruas da cidade, tornando-se o maior do Brasil. A segurança foi um dos pontos altos do evento, aprovado por 99% dos participantes. Entre eles, 91% dos foliões aprovaram também o uso da tecnologia de monitoramento.

Nos dias de folia, o sistema foi responsável pela prisão de 14 foragidos após alertas emitidos pelas câmeras inteligentes, pela localização de duas pessoas desaparecidas e por 24 prisões em flagrante.

COMO FUNCIONA

As câmeras do Smart Sampa estão posicionadas em pontos estratégicos da cidade, incluindo terminais de transporte, locais de grande circulação e áreas com histórico de criminalidade. As imagens captadas são analisadas por algoritmos que fazem comparações automáticas com bancos de dados policiais.

Ao identificar uma possível correspondência com 90% de paridade entre uma imagem capturada e um procurado, o sistema emite um alerta, que passa por uma checagem manual feita por especialistas. Essa verificação humana é fundamental para evitar erros e garantir que as abordagens sejam feitas de forma precisa e segura.

Após a confirmação, informações detalhadas – como localização exata e registros criminais – são enviadas às equipes policiais mais próximas, que realizam a abordagem.

Além do reconhecimento facial, cerca de 4.000 câmeras do Smart Sampa possuem tecnologia para identificar placas de veículos. Essa funcionalidade tem sido reforçada por uma parceria com o Ministério da Justiça, permitindo a integração do programa à plataforma Córtex, que reúne bancos de dados federais.

Com isso, veículos roubados ou furtados podem ser rapidamente detectados. Quando uma placa suspeita é identificada, um alerta é gerado na Central de Monitoramento, onde agentes validam as informações antes de repassá-las para as equipes em campo.

O Smart Sampa também aposta na ampliação da rede de monitoramento por meio da colaboração com empresas. Câmeras particulares podem ser integradas ao sistema de forma gratuita, aumentando o alcance do programa. Com isso, o número de dispositivos pode chegar a 30 mil até o fim de 2025.

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania também participa do programa, fornecendo informações sobre pessoas desaparecidas para agilizar sua localização.

CONHEÇA ALGUNS CASOS DE SUCESSO

*Conteúdo patrocinado produzido pelo Estúdio Folha em parceria com a Prefeitura de São Paulo