Cidade de São Paulo passa a ter reforço na segurança com até 40 mil câmeras inteligentes

Programa Smart Sampa, da Prefeitura, visa tornar município mais seguro por meio de sistema de biometria facial e com um rígido protocolo de utilização de dados; 200 primeiros equipamentos serão instalados na região central nos próximos 60 dias

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Câmera instalada no alto do prédio que abriga a Prefeitura de São Paulo; cidade terá mais 40 mil câmeras inteligentes, que, além de mais segurança, também garantirá a proteção de dados Divulgação/SMSU

A cidade de São Paulo passa a contar com ferramentas que ajudarão a tornar vários pontos do município mais seguros. A Prefeitura de São Paulo iniciou o Smart Sampa, o maior sistema de monitoramento por câmeras e outras tecnologias integradas.

Serão instaladas pela cidade 20 mil câmeras inteligentes de segurança, com tecnologia de biometria facial e integração de diversos serviços públicos, permitindo o monitoramento de ocorrências em tempo real.

Ao todo, o sistema poderá contar com até 40 mil câmeras, já que, além das 20 mil previstas na licitação, o programa possibilitará a integração de mais 20 mil câmeras privadas, de munícipes e empresas ou de concessionárias. As 200 primeiras câmeras serão instaladas na região central nos próximos 60 dias.

Serão 3.300 câmeras na região central, 6.000 na zona leste, 3.500 na oeste, 2.700 na norte e 4.500 na sul. Os aparelhos serão instalados no entorno de escolas, unidades básicas de saúde, parques, áreas de grande circulação e com maior incidência de criminalidade, e nas entradas e saídas do município.

O Smart Sampa, além de oferecer maior segurança à população, também permitirá integrar vários órgãos do serviço público para dar maior agilidade no atendimento ao cidadão.

Está previsto, por exemplo, integrar as ações da CET, SPTrans, CPTM, Metrô, Samu, além da Guarda Civil Metropolitana e das Polícias Militar e Civil, por meio de uma moderna e inteligente Central de Monitoramento, prevista para ser instalada no Prédio do Palácio dos Correios, no Vale do Anhangabaú, no Centro.

A utilização de câmeras nas ruas gera um efeito preventivo e, além disso, o sistema possibilita que sejam tomadas ações com agilidade e eficácia. Se há uma esquina com muitos acidentes, por exemplo, as informações podem ser passadas para que as equipes de trânsito estudem suas causas, melhorando o serviço.

O Smart Sampa também permitirá criar um canal de comunicação com a população, acompanhando marcadores em postagens públicas, hashtags, menções de órgãos públicos e comentários em postagens nos canais oficiais dos serviços municipais, possibilitando identificar as demandas dos munícipes, como buracos nas vias, alagamentos, congestionamento no trânsito, limpeza urbana, iluminação pública, sistema de sinalização e demais situações que exijam a intervenção do poder público.

BIOMETRIA FACIAL

O Smart Sampa funciona por meio de um sistema de biometria facial mais bem desenvolvido do que o de alguns modelos implantados em outros países.

Biometria facial é uma tecnologia de reconhecimento de rosto que permite a verificação de indivíduos, comparando as características faciais de uma pessoa com imagens que estão armazenadas em um banco de dados.

Nos sistemas de outras partes do mundo, há o disparo automático da notificação/identificação de um suspeito, que, por sua vez, é direcionado às unidades de campo.

Já o sistema de biometria facial do Smart Sampa contém um avançado protocolo de validação dos alertas e verificação de eficácia, que vai considerar somente detecções com no mínimo 90% de paridade.

As que estiverem abaixo desse parâmetro serão automaticamente descartadas, não gerando nenhum alerta. Ou seja, mais segurança e proteção de dados ao mesmo tempo.

Obrigatoriamente, todos os alertas emitidos passarão ainda pela análise criteriosa de um agente devidamente treinado e capacitado, observando procedimentos e protocolos internacionais, baseando-se ainda em recomendações da União Europeia a projetos semelhantes, a fim de averiguar as circunstâncias de cada caso, antes que qualquer medida seja tomada.

Assim, o novo modelo evitará ações equivocadas em abordagens de suspeitos, além de reduzir o número de abordagens, uma vez que os agentes de segurança terão um arcabouço de dados e informações para realizar uma apuração mais rigorosa antes de encaminhar qualquer ocorrência.

A identificação pessoal levará em conta os dados já existentes nos registros e documentos oficiais, assim como as informações armazenadas nos bancos de dados dos órgãos de segurança dos governos estadual e federal.

As ocorrências serão encaminhadas, quando for o caso, às autoridades competentes, como as polícias Militar e Civil, que seguirão com as devidas providências.

GESTÃO E TRANSPARÊNCIA

O Smart Sampa contará com um Conselho de Gestão e Transparência, que irá tratar das questões que envolvam o dinamismo da plataforma, a liberação de acesso, atualização de sistema, entre outros.

O conselho será integrado por diversos órgãos, inclusive pela Controladoria Geral do Município (PGM), e terá como objetivo garantir o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e o uso das informações apenas para fins legais.

Os dados serão compartilhados com o Poder Judiciário e demais órgãos públicos, quando solicitados oficialmente. As informações armazenadas que não forem requisitadas pelos órgãos competentes durante o período máximo de 30 dias serão automaticamente eliminadas do sistema.

O vencedor da licitação para instalação das câmeras é o Consórcio Smart City SP, formado pelas empresas CLD – Construtora, Laços Detentores e Eletrônica Ltda, Flama Serviços Ltda, Camerite Sistemas S.A. e PK9 Tecnologia e Serviços Ltda, com um custo mensal para o serviço de R$ 9,8 milhões.

A conclusão da instalação das 20 mil câmeras está prevista para ocorrer em 18 meses.

* Esta página é uma produção do Estúdio Folha para a Prefeitura de São Paulo e não faz parte do conteúdo jornalístico da Folha de S.Paulo