Prefeitura investe em 50 bosques urbanos e no plantio de 120 mil árvores

Pacote verde foi lançado durante inauguração do Bosque do Canário, espaço de cerca de 5.000 m² na avenida 23 de Maio

Imagem aérea mostrando um cruzamento de estradas urbanas. À esquerda, há um trecho de rua com prédios e árvores, enquanto à direita, duas faixas de rodovia se curvam. Vários carros estão visíveis nas estradas, e há áreas verdes ao redor.

Bosque Urbano do Canário e Jardim de Chuva Central Ciete Silvério/Divulgação

Com o compromisso de tornar a cidade mais verde e sustentável, a Prefeitura de São Paulo implantará 50 bosques urbanos em todas as regiões da capital. Já há 10 desses núcleos de preservação. O décimo foi entregue no último dia 12 de fevereiro. Trata-se do Bosque do Canário, de 4.827,79 m², que fica na avenida 23 de Maio, no entorno do viaduto Doutor Manuel José Chaves, na região central.

Os bosques urbanos são áreas públicas transformadas em pequenas florestas para ampliar a permeabilidade do solo, reconstituir habitats naturais, recuperar ecossistemas, aumentar a cobertura vegetal e preservar a flora e a fauna da cidade, além de melhorar a qualidade de vida da população.

Desempenham um papel essencial no resfriamento das regiões onde estão inseridos. Dentro de áreas arborizadas, a temperatura pode ser até 6°C inferior em comparação com o entorno, contribuindo para o controle térmico e o conforto ambiental.

Além disso, funcionam como pulmões da cidade, contribuindo para a diminuição da poluição do ar ao transformar parte do gás carbônico em oxigênio. O CO2 é um dos responsáveis pelo aquecimento global. A cada sete árvores é possível sequestrar uma tonelada de carbono nos seus primeiros 20 anos de idade. Entre os exemplares arbóreos escolhidos estão: ipês, guajuvira, guanandi e mirindiba rosa.

A imagem mostra uma vista aérea de uma avenida larga, com várias faixas de tráfego. Há árvores grandes e verdes ao longo das laterais da rua, proporcionando sombra. Veículos de diferentes cores estão circulando na via, e há um trecho de grama e arbustos na parte inferior da imagem.
Jardim de Chuva 23 de Maio - Secom/Prefeitura de SP

Cada bosque leva o nome de um pássaro, de preferência daqueles que prevalecem na área que será preservada, e o plantio em abundância de cada tipo de árvore leva em consideração a que melhor serve de alimento para cada espécie.

Outra ação da Prefeitura é o transplante de árvores adultas como alternativa ao corte e ao plantio de 120 mil mudas em várias regiões da cidade. No caso do Bosque do Canário, houve o replantio de 11 árvores transplantadas das obras do BRT Radial Leste e de outras mudas. Esse bosque contará com 357 espécies arbóreas.

O transplante de árvores na cidade será considerado sempre que houver necessidade de supressão de árvores devido a alguma obra.

A população também pode se engajar na campanha para tornar São Paulo mais verde. Os interessados podem entrar em contato pelo 156 para fazer a retirada das mudas no Ibirapuera, além de outros pontos de distribuição que serão definidos

JARDINS DE CHUVA

Outra ação da Prefeitura de São Paulo foi a adoção dos Jardins de Chuva, que funcionam como sistemas de drenagem naturais. Atualmente, são 413 espalhados pela cidade. Para que um Jardim de Chuva funcione, é necessário utilizar terra com composto e agregados reciclados.

Esses agregados provêm da economia circular, sendo reaproveitados de reformas de guias, sarjetas e sarjetões realizados pelas 32 subprefeituras, além do Programa de Recapeamento da Secretaria Municipal das Subprefeituras. A irregularidade desses materiais favorece a melhor absorção da água.

A imagem mostra um cruzamento de estradas em uma área urbana. À esquerda, há uma estrada que se curva, enquanto à direita, a estrada continua em linha reta. No centro, há uma faixa de grama com palmeiras. Vários carros estão circulando nas duas direções, e ao fundo, pode-se ver casas e vegetação.
Jardim de chuva Pacaembú - Secom/Prefeitura de SP

Além disso, os Jardins de Chuva têm o potencial de fortalecer laços comunitários, transformando áreas urbanas em ambientes mais agradáveis e colaborativos, onde os moradores se reúnem em torno do cuidado com a natureza e do bem-estar coletivo.

O maior jardim de chuva da cidade de São Paulo fica no canteiro central da avenida 23 de Maio, com 15 mil m². Atualmente, os 413 jardins de chuva estão divididos nas seguintes quantidades por região: 149 na região central, 92 na zona sul, 49 na norte, 32 na oeste e 91 na leste.

Imagem aérea de uma interseção viária com várias faixas de tráfego. À esquerda, há um trecho de rua com prédios e árvores, enquanto à direita, uma estrada com tráfego de veículos. O espaço verde no centro da imagem é cercado por calçadas e vegetação. A interseção apresenta curvas e diferentes níveis de estrada.
Bosque Urbano do Canário - Secom/Prefeitura de SP

Veja a relação dos novos bosques e o significado dos seus nomes:

Asa-branca: é uma ave columbiforme da família Columbidae. Esta ave inspirou Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira a compor uma das mais conhecidas canções populares, "Asa Branca". Área total de 3.614,20 m². Localizada ao lado do Terminal Cidade Tiradentes.

Beija-flor: os beija-flores são pequenas e coloridas aves pertencentes à família Trochilidae. São um importante agente polinizador, já que ao introduzir seu bico na flor em busca de alimento, milhares de grãos de pólen grudam em seu corpo e ele acaba levando-os de uma flor a outra. Área total de 14.744,50 m². Localizada na alça de acesso ao Viaduto Aliomar Baleeiro.

Cambacica: seu nome significa pássaro pequeno. Se alimenta de néctar, frutas e artrópodes. Vive em diversos habitats: como áreas verdes abertas e semiabertas, arborizadas, onde existam flores - inclusive em quintais. Área total de 2.459,25 m². Localizada na alça de acesso à Ponte das Bandeiras.

Canário: o bosque terá árvores de Mata Atlântica e do Cerrado, além de um jardim de chuva de 80 metros quadrados e 11 árvores transplantadas do BRT. São espécies nativas que foram retiradas da obra e transportadas seguindo todos os protocolos de manejo para continuarem o seu desenvolvimento no novo endereço. Além das árvores, serão plantadas 357 mudas, divididas em 44 espécies, vindas do viveiro Manequinho Lopes, no Parque Ibirapuera.

Corruíra: é uma grande cantadora e seu canto é trinado, alegre e melodioso, considerado por muitos como a ave brasileira que tem o canto mais bonito. Alimenta-se de pequenos insetos que procura entre a folhagem baixa. Área total de 2.952,45 m2. Localizada na alça de acesso à Ponte Cruzeiro do Sul.

Curicaca: seu nome significa ave com bico em forma de foice e com cauda curta. Se alimenta de artrópodes, como centopeias, aranhas, insetos adultos e larvas. Pode predar pequenos lagartos, ratos, caramujos, anfíbios e pequenas serpentes. Área total de 4.569,97 m². Localizada na alça de acesso à Ponte das Bandeiras.

Garça: comum à beira dos lagos, rios e banhados. Alimenta-se principalmente de peixes, mas também de roedores, anfíbios, répteis, insetos, pequenas aves. Usa grandes árvores como dormitório. Área total de 4.863,53 m². Localizada na alça de acesso à Ponte Cruzeiro do Sul.

Maritacas: a maritaca (Psittacara leucophthalmus) é uma das aves mais populares do Brasil e é uma espécie que se destaca pela sua cantoria e a coloração das penas, predominantemente verde. A ave pode chegar a até 32 centímetros e pesar cerca de 260g.

Periquito: é uma ave da família Psittacidae. Também conhecido como periquito, periquito-verdadeiro, periquito-verde, maritaca (cidade de São Paulo). Se alimenta de frutas, principalmente coquinhos e sementes. Área total de 3.327,32 m². Localizada na alça de acesso à Ponte das Bandeiras.

Tuim: a menor ave da família dos papagaios e periquitos no Brasil. São atraídos por árvores frutíferas como jabuticabeira, goiabeiras e imbaúbas. Adora os cocos de muitas palmeiras (alimentação predileta). Área total de 2.678,52 m². Localizada na alça de acesso à Ponte das Bandeiras.

*Conteúdo patrocinado produzido pelo Estúdio Folha em parceria com a Prefeitura de São Paulo