Descrição de chapéu tecnologia

Identidade digital é chave para uma vida conectada e mais segura

Soluções que unificam os universos real e virtual ganham força ao eliminar senhas e aumentar a segurança para indivíduos e empresas

A vida hiperconectada de hoje em dia é bastante complexa, mas ainda pouco eficiente, especialmente no que diz respeito à segurança dos mais variados tipos de acessos e transações. É necessário utilizar uma série de documentos físicos de identificação, além de chaves, crachás e cartões, por exemplo. Ao mesmo tempo, também somos obrigados a lidar com uma infinidade de senhas, formulários e solicitações de informações online. Precisamos nos identificar diversas vezes ao dia, para inúmeras atividades cotidianas: logar no computador, fazer uma transferência bancária, desbloquear o celular, usar serviços via aplicativos ou fazer compra online, por exemplo. Mesmo assim, a cada dois segundos uma pessoa é vítima de fraude no Brasil. Ou seja, é uma conta que não fecha e que rouba tempo e energia do cidadão. ​

Nesse universo "figital", que aboliu as fronteiras entre físico e digital, é preciso mais do que nunca uma solução segura que facilite a vida, garantindo de forma inequívoca que cada pessoa seja de fato quem ela diz ser. Essa inovação tem nome e é cada vez mais utilizada no Brasil e no mundo: identidade digital ou simplesmente ID digital, solução que, de acordo com Fabíola Greve, diretora do Instituto de Computação da Universidade Federal da Bahia (IC/UFBA), é a mola mestra para a segurança dos indivíduos e das organizações nessa nova era da web 3.0.

As projeções apoiam sua opinião. Globalmente, o mercado de soluções de identidade digital deve saltar de US$ 23,3 bilhões em 2021 para US$ 49,5 bilhões em 2026, segundo estimativa da Research and Markets. "No figital, é imprescindível conceder às pessoas, coisas e organizações uma única identidade, que possa ser universal e atenda a todos os rigores de segurança", explica.

A ID digital nada mais é do que um mecanismo para a identificação digital e segura de indivíduos, sem contato pessoal, que já vem sendo utilizada para sustentar diversas plataformas digitais, serviços eletrônicos e sistemas de pagamento digitais. "A ID digital é muito diferente de uma imagem digitalizada do RG ou CPF porque reúne um conjunto de informações, dados, documentos e comportamentos que garantem sua identificação no meio digital", explica Paulo Alencastro, cofundador da Unico, primeira IDTech brasileira a oferecer soluções de identidade digital, como biometria facial e admissão digital. Fundada em 2007 por Diego Martins, Rui Jordão e Alencastro, a Unico tem hoje como clientes mais de 800 empresas, entre os principais bancos e grandes varejistas do Brasil.

BENEFÍCIOS DA ID DIGITAL

A ID digital entrega benefícios tanto para os usuários quanto para empresas e governos. Um dos principais, que vale para todos os envolvidos, é a segurança. "Uma identidade digital confiável ajuda, acima de tudo, a mitigar o problema de fraude de identidade, que causa muitos prejuízos para a sociedade", afirma Alencastro. Para termos uma ideia do que ele está falando, apenas em 2021, a Unico evitou que mais de 1 milhão de pessoas tivessem sua identidade fraudada, evitando um prejuízo estimado em R$ 70 bilhões.

Essa segurança é fornecida por meio da verificação de uma série de atributos, que geralmente mesclam dados biométricos faciais, que são o meio mais seguro de identificação pessoal porque envolvem características biológicas únicas que só aquele indivíduo possui, com documentos oficiais e informações de governos e instituições bancárias. "Na Unico, o nível de acuracidade da identidade de cada pessoa depende de constantes interações com nossos clientes. A cada contato, uma nova imagem é capturada e confrontada com a nossa base, que devolve uma informação confirmando que a pessoa é quem diz ser", complementa Alencastro. "Não é algo específico em um único momento, mas algo que acontece várias vezes por dia na vida das pessoas."

Para empresas, pessoas e governos, a praticidade da ID digital tem ainda outra vantagem clara. Ela oferece redução de custos operacionais ao dispensar diversas etapas burocráticas de autenticação e vaivém de documentos e formulários. Um estudo da McKinsey de 2019 apontou que a adoção da identidade digital poderia ajudar a poupar cerca de 110 bilhões de horas por meio de serviços de governo eletrônico simplificados. Além disso, instituições poderiam se beneficiar de melhorias no cadastro de clientes, reduzindo custos em até 90%, e evitando fraudes, economizando até US$ 1,6 trilhão globalmente.

A identidade digital também proporciona melhores experiências para as pessoas, que não precisam perder tempo, energia ou até dinheiro em processos lentos e ineficientes, estejam elas no papel de cidadão, cliente ou funcionário.

Hoje, a principal tecnologia por trás da ID digital da Unico é um meio eficiente para autenticação de indivíduos, como explica Alencastro. "A biometria facial que utilizamos é prática, extremamente segura e ideal para o figital, porque pode ser usada igualmente no ambiente digital no físico", afirma. Por mês, a Unico tem em média 25 milhões de autenticações. Detalhe: a cada 67, uma é tentativa de fraude.

O ideal é que a identidade digital seja um documento de identificação único utilizado globalmente em qualquer plataforma. "Ela deve contemplar todo o conjunto de relações significativas que o indivíduo estabelece com a sociedade", afirma Fabíola. Isso quer dizer que, por exemplo, sua profissão faria parte da sua identidade, assim como seus dados médicos e financeiros, entre outros.

Também há a expectativa de que, com a tecnologia, cada pessoa possa decidir para quem, quando e com qual finalidade quer disponibilizar suas informações pessoais. "Considerando essa perspectiva, uma ID digital segura será ainda mais imprescindível e os ganhos serão imensos, sobretudo na facilidade de interação do indivíduo com os diversos ecossistemas, na oferta de serviços por parte das várias organizações, e, claro, no respeito à privacidade do cidadão e alinhamento às leis gerais de proteção de dados", diz ela. "Ainda não estamos nesse estágio, mas chegaremos lá."