Empresas de educação investem pouco em cibersegurança, diz Datafolha

Pesquisa feita a pedido da Mastercard mostra que 67% das instituições não simulam ataque virtual com frequência

O setor de educação sempre foi um dos alvos preferidos de cibercriminosos. Informações como histórico escolar, número de faltas, dados financeiros e até médicos são valiosas e estão ainda mais vulneráveis com o crescimento das aulas online.

Mais de 40% das instituições de ensino brasileiras são alvos de fraudes e ataques digitais com alta ou média frequência, como mostra uma pesquisa do Datafolha feita a pedido da Mastercard. Os riscos envolvendo dados dos estudantes e da escola são ainda maiores porque a maioria das empresas do setor (71%), independentemente do seu tamanho ou localização, não investe, por exemplo, em uma área própria para cibersegurança, segundo a mesma pesquisa.

“Por conta da pandemia, alunos e professores estão se conectando em suas casas com uma frequência que não havia antes e gerando diversos novos dados. Por isso, é de extrema importância que as instituições de educação priorizem o cuidado e a responsabilidade com essas informações dados”, afirma Estanislau Bassols, gerente geral da Mastercard Brasil.

A Mastercard é também uma empresa global de tecnologia com soluções para a segurança digital. A companhia, afirma Bassols, oferece um conjunto coordenado de soluções baseadas em Inteligência Artificial que atuam em milissegundos - detectando fraudes e facilitando decisões de segurança mais inteligentes.

Para identificar percepções e opiniões das empresas sobre os processos de adaptação e transformação digital, o Datafolha ouviu 351 tomadores de decisão da área de tecnologia de vários setores, como saúde, financeiro, tecnologia e varejo. Desses, 99 eram da área de educação. A margem de erro dessa consulta, chamada de “Barômetro da Segurança Digital”, é de 5 pontos percentuais.

O resultado mostrou que as empresas, principalmente as do setor de educação, têm muito a evoluir em termos de segurança de dados: 35% dos entrevistados disseram que cibersegurança não é prioridade nos orçamentos e planejamentos futuros para a companhia, segundo maior percentual entre os setores pesquisados (veja infográfico).

Uma das principais estratégias para as empresas se protegerem de ataques cibernéticos é o monitoramento constante de vulnerabilidade de riscos. Mas, como mostra a pesquisa, 67% das companhias não fizeram simulação de ataques nos três meses que antecederam a realização da pesquisa.

“A análise automática abrange todo o ecossistema da empresa, o que inclui fornecedores e prestadores de serviço, e oferece planos de ação ajustados de acordo com as prioridades de risco”, diz Bassols. Ele explica que a biometria passiva comportamental também é uma ótima aliada na estratégia de ampliar a segurança digital das empresas. Esse tipo de solução identifica aspectos como a posição do celular ou a velocidade de digitação no teclado para confirmar a identidade de uma pessoa.

Além dos prejuízos financeiros, a quebra na relação de confiança por conta de fraudes ou vazamento de dados afeta a credibilidade da instituição. “Em um mundo hipercompetitivo, a empresa que oferece uma melhor experiência para seu cliente sai na frente. E, para garantir que a experiência do usuário seja realmente fácil, rápida e segura, as companhias encontram diversos desafios em seu caminho”, diz Bassols.

A Mastercard consegue hoje ser uma grande aliada de empresas e governos para encontrar soluções que tornem a interação entre eles e os consumidores mais simples, seguras e convenientes.