Mastercard facilita adesão das empresas ao ecossistema de Open Banking

Com atuação internacional em sistemas de banco aberto, companhia tem tecnologia e experiência para auxiliar empresas a operar nesse novo ambiente digital, da definição da estratégia à implantação de soluções seguras

Menina no computador

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Em implantação no Brasil desde 2020, o Open Banking gera vários benefícios para o consumidor de produtos e serviços financeiros. Ao autorizar o compartilhamento de seus dados com diferentes instituições, como bancos e fintechs, o consumidor pode obter, por exemplo, ofertas personalizadas de produtos e acesso mais fácil a crédito.

Todas as movimentações do Open Banking acontecem em ambiente digital. Os bancos podem se conectar diretamente às plataformas de outras instituições financeiras para enxergar os dados dos consumidores, que, por sua vez, escolhem que tipo de informação querem compartilhar.

Mas para que o sistema funcione é preciso uma infraestrutura tecnológica que garanta agilidade, conveniência e segurança aos bancos comerciais, múltiplos e de investimento, seguradoras, cooperativas de crédito, fintechs e demais instituições.

Líder no mercado de meios de pagamentos no Brasil e com experiência internacional em sistemas financeiros abertos, a Mastercard se credencia para ser parceira estratégica das instituições que querem participar do ecossistema brasileiro de Open Banking.

Como uma empresa de tecnologia que atua em várias frentes, a Mastercard já tem pronta toda a infraestrutura de rede e de processamento de dados. Isso permite que ofereça desde a definição da estratégia de Open Banking até a seleção e a implementação dos vários sistemas necessários para que a operação funcione com segurança.

"Ter a Mastercard como parceira permite que as instituições acelerem o processo de preparação, entendimento e análise de dados. Com isso, elas poderão focar na criação de formas de utilização e experiência do usuário que façam sentido para seus negócios", afirma Estanislau Bassols, gerente geral da Mastercard.

A empresa vai passar a oferecer soluções de Open Banking, no Brasil, em 2022.

Presença em vários países

Um dos primeiros defensores do modelo de Open Banking no mundo, a Mastercard fez movimentos ousados para combinar sua tecnologia proprietária e sua especialização em pagamentos multirail com parceiros que oferecem serviços complementares. Como resultado, a empresa atua no Reino Unido desde o início do Open Banking, em 2018, com a criação de produtos e soluções para conectividade, interpretação dos dados e iniciação de pagamentos. Hoje, a empresa possui conexões com mais de 1.800 instituições financeiras europeias.

A Mastercard atua em Open Banking também nos Estados Unidos e, para ampliar sua oferta de soluções, comprou, no ano passado, a empresa de tecnologia Finicity, especializada no compartilhamento de informações entre bancos e outras companhias financeiras. A Finicity ajuda a otimizar o processo de decisão de crédito tanto para consumidores como para empresas e processa mais de 80% dos empréstimos imobiliários realizados no país.

"Com mais de 100 projetos de Open Banking entregues na Europa, Ásia e Estados Unidos desde 2018, a Mastercard está posicionada de maneira única para combinar seus dados transacionais de cartões e ferramentas de tecnologia para apoiar as instituições a fazer o melhor uso dos dados de Open Banking", afirma Bassols.

Assim como em vários países, o Open Banking está sendo implantado em etapas no Brasil. E, à medida que as iniciativas e regulamentações do Open Banking são implantadas e absorvidas, a economia de dados abertos deve ganhar força, trazendo uma onda de mudanças – o Brasil deve se tornar uma referência em Open Banking, com o maior ecossistema do mundo.

Durante todo esse processo, a Mastercard adota uma abordagem centrada no desenvolvedor para fornecer um conjunto exclusivo de plataformas de tecnologia, as melhores APIs da categoria, conectividade e infraestrutura de dados combinadas com privacidade de dados e princípios de segurança.

Quatro frentes

No Brasil, a Mastercard atuará, a princípio, em quatro linhas chaves de produtos para o Open Banking. A primeira é a Connect, dedicada a viabilizar a conectividade de instituições financeiras de pagamento e fintechs com o Open Banking. A Manage é dedicada a interpretar e utilizar os dados enviados pelas diferentes instituições. Embora essa troca seja padronizada e o Open Banking regulado, cada instituição apresentará as informações de uma forma bruta diferente, daí a necessidade de interpretação desses dados.

A terceira linha é a Lend, dedicada a análise do perfil financeiro de cada um dos clientes, facilitando assim a identificação da renda, dos ativos e outros elementos de fluxo de caixa que impactam a capacidade de uma pessoa ou de uma empresa tomar – e depois pagar – um empréstimo específico. E a quarta é a Pay, dedicada à iniciação de pagamentos.

O braço de consultoria estratégica da Mastercard também oferecerá apoio às instituições na definição de suas estratégias e mapeamento de oportunidades. "Na medida que o Open Banking for evoluindo no país, iremos evoluir juntos, oferecendo novos produtos e serviços", diz Bassols.

Bassols lembra que, apesar de a Mastercard estar apenas começando a inovar com o Open Banking, a empresa está posicionada de maneira única para alavancar sua experiência em vários trilhos e construir uma rede global de sistema bancário aberto, com a confiança no centro de tudo. "À medida que as expectativas do consumidor, a tecnologia e o cenário competitivo evoluem, a Mastercard continua a aprimorar sua plataforma de Open Banking, aumentando as fontes de dados, a disponibilidade e a qualidade dessas informações e aprofundando a inteligência e análise de dados para melhor atender aos consumidores e às necessidades em constante mudança", afirma.

Soluções globais

A Mastercard tem times dedicados no Brasil a adaptar seus sistemas globais. Entre as soluções está o Open Banking Connect, que oferece às instituições financeiras uma espécie de conexão universal para garantir as funcionalidades do sistema aberto.

No Brasil, por definição do Banco Central, as instituições trocam dados por meio de APIs, conjuntos de rotinas e padrões de programação que permitem a comunicação entre sistemas. O Open Banking Connect permite fazer essas conexões sem que as instituições precisem ter suas próprias APIs, oferecendo agilidade para o registro das operações.​

Nova fase do Open Banking

No Brasil, o Open Banking entrou, no final de outubro, em sua terceira fase. Ela permite a integração do sistema aberto com o Pix. Nessa etapa, entram em cena também os chamados iniciadores de pagamentos. São empresas que poderão iniciar transferências e pagamentos para os clientes, executando uma ordem de transação mediante a solicitação do cliente, que pode iniciar uma outra transação por meio dessas plataformas, sem precisar usar o aplicativo de seu banco.

Para oferta de crédito, a data prevista de implementação é 30 de março de 2022. Os clientes poderão solicitar propostas de crédito a várias instituições ao mesmo tempo. Ficará mais fácil comparar taxas, prazos e outras condições, gerando mais competição no mercado.

A Mastercard está preparada para desempenhar um papel significativo no ecossistema de Open Banking no Brasil.​ Experiência e capacidade de processamento de dados não faltam à companhia. Atualmente, a Mastercard processa 140 milhões de transações por hora, em 210 países, e está conectada a 25 mil instituições financeiras globais.

Bancos e instituições tradicionais – além de fintechs, neobanks, bigtechs e outros players – estão se preparando para participar desse novo mercado, já que o Open Banking possibilita escolha e permite maior democratização dos serviços financeiros.

A conectividade e as soluções confiáveis da Mastercard colocam o controle nas mãos de indivíduos, capacitando consumidores e pequenas empresas a obter insights acionáveis de seus dados financeiros, fazer pagamentos e movimentar dinheiro com mais facilidade e segurança e acessar capital demonstrando claramente a capacidade de crédito. Insights mais profundos e maior controle permitem o desenvolvimento de bancos inteligentes para o futuro, ajudando a indústria a construir e entregar produtos e serviços mais personalizados, com os consumidores no centro deste processo.