Governança ajuda empresa a prosperar e ter vida longa

Companhias modernas precisam ser transparentes e éticas e ter claros códigos de conduta e de gerenciamento de risco

É uma tendência resultante de uma necessidade: grandes empresas por todo o globo estão aprimorando ferramentas de administração, profissionalizando processos de decisão, adotando códigos claros de conduta (com ênfase na ética e na transparência), criando manuais de gerenciamento de crises e analisando processos internos e externos para identificar riscos e impedir que se concretizem.

Esse conjunto, que compõe as boas práticas de governança corporativa, são quase sempre determinantes para definir a longevidade de uma empresa e para separar histórias de sucesso de outras de fracasso.

Se antes interessavam apenas as últimas linhas dos balanços, com o total dos lucros, hoje clientes, investidores, agentes financeiros, acionistas ou cotistas querem saber como esses lucros foram obtidos, se tudo está em conformidade com as leis, com respeito aos funcionários e à sociedade como um todo.

Conceitos de governança corporativa já existem há muito tempo, mas passaram a ser mais presentes nas grandes empresas no início do século, após escândalos financeiros como os da Enron, empresa americana que faliu
em 2001 depois de uma série de fraudes contábeis.

Legislação

Vários países, inclusive o Brasil, adotaram legislações mais rigorosas, com exigências sobre transparências e regras para prestações de contas e para o funcionamento de conselhos de administração.

Muitas empresas voluntariamente vão além dessas exigências legais, o que tem se mostrado bom para os negócios.

Estudos acadêmicos e índices globais comprovam que companhias que adotam boas praticas de governança corporativa atraem mais investidores, têm acesso a mais mercados, conseguem financiamentos a taxas menores
e estão sujeitas a menos fraudes, multas e processos judiciais.

No fim, tudo isso resulta em mais lucro. Um estudo sobre o desempenho das empresas na Bolsa de Valores de São Paulo mostrou que, de 2001 a 2017, ações de empresas enquadradas no Índice de Governança Corporativa obtiveram valorização 122% superior às ações das demais companhias brasileiras de capital aberto.

A Petrobras é um bom exemplo. A companhia implantou diversas medidas de gestão e governança para ampliar os controles internos e o combate a desvios. Fortaleceu as análises de risco e tornou mais transparentes e compartilhados os processos decisórios.

Independência

Hoje, os membros dos conselhos da Petrobras são independentes e há uma avaliação rigorosa da integridade dos indicados para os conselhos de Administração e Fiscal e da diretoria.

Foram eliminadas as decisões individuais para uma série de ações e criados comitês técnicos para definições estratégicas, para garantir a conformidade dos processos e assessorar o Conselho de Administração.

São eles: Comitê Estratégico, Comitê Financeiro, Comitê de Auditoria, Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, Comitê de Indicação, Remuneração e Sucessão e Comitê de Minoritários. São formados por pessoas de notória experiência e capacidade técnica.

Além disso, 100% dos funcionários aderiram ao Código de Ética e passam por treinamento contínuo sobre o tema.

Foi criado também um canal de denúncias independente, que garante anonimato para aqueles que pretendem relatar desvios de conduta na companhia.

Um reconhecimento de que a empresa está se tornando um exemplo de adoção de boas práticas de governança veio com a certificação no Programa Destaque em Governança de Estatais, concedido pela B3 (antiga BM&F Bovespa) a empresas que vão além das medidas exigidas pela Lei das S.A..

Neste mês de novembro, a Petrobras obteve também a nota máxima (10) no Indicador de Governança (IG -Sest), criado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério de Planejamento.

A Petrobras está no Nível 1 do IG -Sest, o mais alto do índice. Leia mais sobre o IG -Sest aqui.

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